1.10.08

Politicagens


Obs: O texto abaixo nao esta acentuado pois o computador de onde escrevo esta configurado para a ligua inglesa e eu nao faco a menor ideia de como desconfgura-lo. Peco desculpas caso encontrem algum trecho incompreensivel.

As relacoes politicas estao cada vez mais confusas. Ouco as pessoas dizerem com frequencia que ja nao sabem mais qual e a diferenca entre direita e esquerda, nao no sentido de que todos os politicos sejam “farinha do mesmo saco”, mas de que, depois que Luis Inacio Lula da Silva assumiu a presidencia do pais, as diferencas foram abaladas. Isso porque, o Brasil sendo governado ha quase uma decada por Fernando Henrique Cardoso, assumidamente de direita, a minha geracao nao consegue dissociar muito bem o governo do atual presidente, sendo este esquerdista.

Recentemente alguem me disse a seguinte frase: “E um absurdo a populacao do Rio de Janeiro, que sempre teve uma tradicao de esquerda, ao inves de mandar para o segundo turno Fernando Gabeira e Chico Alencar, eleger Eduardo Paes e Crivella”. A frase me despertou para algumas indagacoes, ja que eu, nao possuindo tradicao alguma de esquerda (muito pelo contrario), votaria no Gabeira (voto em Petropolis, mas morando no Rio me informo muito mais sobre as eleicoes daqu). Alem disso, o PV e o PSDB sao partidos da mesma coligacao. Ou seja, desde quando o Gabeira e esquerdista? Semana passada mesmo, assistindo a uma entrevista com ele, foi lhe perguntado se ele e um candidato elitista, o candidato da Zona Sul. Enfim, e nesse sentido que eu sugiro que as relacoes politicas entre esquerda e direita estejam muito confusas, principalmente para quem, como eu, comecou a votar a pouco tempo.

Sempre afirmei ser de direita e ja sofri muito preconceito por isso, apesar de nao entender muito bem o porque. Para mim, o povo brasileiro e um camaleao politico que muda de quatro em quatro anos e que a cada eleicao sustenta uma nova hipocrisia. Posso nao entender muito (ou quase nada) de politica, mas entendo porque sou de direita e para dar base ao argumento recorro a maxima “A primeira impressao e a que fica”. Nasci e me criei em Petropolis e quando comecei a me entender por gente, eu e minha familia saiamos de um apartamento “meia-boca” na R. Dr. Moreira da Fonseca para um amplo apartamento de quatro quartos de frente para o Museu Imperial, o que equivaleria, para os padroes do Rio de Janeiro, a morar em Ipanema. Viviamos muito bem, ate que Lula foi eleito para governar o pais e as condicoes financeiras da minha familia cairam de forma meteorica. Aliado a isso, os jornais da epoca estampavam manchetes que diziam que o novo presidente governava para as classes A e C, sendo a classe media (e eu, de classe media alta) renegada. Eu vi isso acontecer. Tinha entre 11 e 12 anos e podia associar todos esses acontecimentos e perceber que eu nao acreditava no PT nem no Lula. Assim me tornei de direita. Em 2002, fiz campanha para Jose Serra mesmo sem ter idade para votar. Em 2006, votei em Geraldo Alckmin nos dois turnos. E vou continuar votando no PSDB sempre que puder. Nao me envolvo em politica e nem pretendo. Quando pus no perfil do Orkut que era de direira, me massacravam com scraps. Tirei. Tambem nao entro mais em discussao. Muita gente me diz: “Como e que pode, um rapaz tao inteligente como voce, nao ser de esquerda?”. Eu sintetizo: “So nao me peca para votar no Lula”. Esse papo de “nunca antes na historia deste pais...” do presidente me da nos nervos, mas nao vou discorrer aqui sobre o assunto.


Estou torcendo pelo Gabeira, nao por ser de direita, mas porque Gabeira e um dos unicos politicos desse pais em quem eu cofio de olhos fechados independente do partido em que esteja. Votei no Gabeira para deputado federal em 2006. E de todos os candidatos em quem votei, so Gabeira foi eleito. O Brasil tem uma politica muito escrota. A minha geracao nao entende nada... Na realidade, ninguem entende. O que eu sei e que hoje em dia esta muito dificil escolher candidatos neste pais e Gabeira e a unica certeza que eu tenho.

31.8.08

Nossos ídolos ainda são os mesmos?


Por coincidência do destino, li ontem uma coluna do Artur Xexéo - datada do dia 3 de agosto - cujo tema era o ator Sérgio Britto, que fazia suas primeiras apresentações de "A última Gravação...". Durante o desenvolvimento do texto, Xexéo discute o que faz uma pessoa gostar ou não de teatro e como sua geração cultivou o hábito de freqüentá-lo. Essa discussão me despertou enorme interesse, visto que o número das platéias vem caindo com o passar dos anos. E Xexéo tem suas teorias para explicar tal fenômeno.

Em determinado momento, o jornalista escreve: "(...) o espectador começa a se desinteressar por teatro exatamente quando fica adolescente. (...) por alguma razão, a criança, quando começa a crescer, começa também a achar que teatro não é mais programa para sua idade. E só volta a se interessar adulto. Ou nunca mais. Minha geração gosta de teatro. E tenho uma teoria de por que isso acontece.". A partir daí, Artur sugere que o teleteatro (dos tempos da TV Tupi) desencadeou grande influência na sociedade da época e que, o advento do dominical "Fantástico" no lugar de " Grande Teatro Tupi" exerceu, de certa forma, a mesma influência nas sociedades seguintes.

Acredito que seu ponto de vista seja muito diversificado, já que, neste mesmo dia, participando de um debate na faculdade, pude ouvir algumas opiniões sobre a má influência (interna e externa) da televisão sobre o teatro; opiniões nada semelhantes às de Artur Xexéo, que propõe justamente o contrário: a influência positiva. No entanto, não imagino que o teatro seja uma arte tão incompleta ao ponto de precisar de divulgação televisiva. Até porque, não seria nem preciso comentar, o primeiro surgiu bem antes da segunda. De fato, o que cabe questionar é a má qualidade de alguns espetáculos contagiados pelo vírus da telenovela e não os contagiados pelo vírus do teleteatro, o que, pelo que parece, contribuiu para a diminuição do número de espectadores de teatro.
"Ali, todo domingo na televisão, a gente assistia a tragédias de Shakespeare, a comédias de Feydeu, a dramas de Arthur Miller e a toda uma antologia do teatro brasileiro. Em cena, a gente conheceu Fernanda Montenegro, Natalia Thimberg, Italo Rossi (...) e, é claro, Sérgio Britto. Dali, daquelas noites de domingo insones, ao interesse por conhecer aqueles atores ao vivo nos palcos da cidade, foi um salto natural" - completa o colunista. Vejo este mesmo símbolo de idolatria acontecendo atualmente. Alguns espectadores vão ao teatro somente para ver de perto o artista da tv. Como disse meu professor durante o debate, é uma espécie de misticismo idiota que deprecia a verdadeira função da arte. Porém, é algo que nunca deixará de existir, apesar de que isso não se deva ao surgimento/fortalecimento da televisão, pois alguns atores conseguem fama exclusivamente no teatro, atraindo, conseqüentemente este tipo de platéia.

Como fatores que agravaram a decadência do teatro, eu ainda acredito na preguiça (daí, inclui-se a motivação oriunda da violência nas ruas, do caos urbano etc.) e a situação econômica da sociedade consumidora. A teoria de Xexéo deve ser levada em consideração, caso contrario, eu não a estaria discutindo neste espaço. Contudo, temos que considerar também que nossos ídolos não são mais os mesmos (contrariando a letra de "Como Nossos Pais"). Xexéo teve a sorte de nascer numa geração em que Fernanda Montenegro, Sérgio Britto e cia. estavam no desabrochar de suas carreiras e a bestialidade na televisão não era tão sobressalente. A diferença é que a minha geração não está acostumada a ter ídolos e, portanto, não sabe escolhê-los. Porém, há muita gente boa no mercado que, infelizmente, não teve a sorte de aparecer na televisão - o que parece enfim ser o único meio de divulgação de uma obra teatral neste país. Precisamos urgentemente rever alguns conceitos.

* Na foto, Fernanda Montenegro e Sérgio Britto em cena de "A Volta ao Lar", de 1967.

24.8.08

Monstro

Anteontem vi um "monstro" em cena. Ninguém mais, ninguém menos que Sérgio Britto. Compareci ao Oi Futuro para assistir ao seu mais recente espetáculo "A Última Gravação de Krapp e Ato Sem Palavras 1" (dois textos curtos de Samuel Beckett) e saí de lá com a sensação de ter sido privilegiado. Primeiro porque os ingressos haviam sido esgotados. No entanto, como a sorte soprava para o meu lado, restavam dois lugares vazios e consegui entrar com um amigo. Depois pelo custo do ingresso: R$ 7,50 a meia-entrada. E por fim, pela honra de poder assistir Sérgio Britto no teatro. O que não é qualquer coisa.

Esta foi a primeira vez que eu pisei no teatro do Oi Futuro. Ao entrar, senti uma estranheza ao notar o tamanho do palco. Era minúsculo. Comentei: "Um palco pequeno para um ator enorme". Me sentei e comecei a ler o programa do espetáculo, onde o próprio ator dizia que, em 1970, Fernanda Montenegro havia sugerido que Sérgio montasse um texto do Beckett com direção do Amir Haddad. Muita coincidência, pois nesse mesmo dia assisti à uma palestra do Amir na UniRio (fato por mim considerado também um privilégio enorme). Ele falava sobre a importância de se diferenciar no mercado teatral, argumento este demais enfatizado. No programa, ainda Sérgio: "Amir viu Beckett do seu lado mais desesperado, angústia pura, sem pensar muito num possível humor.".
Meu leitor deve estar se perguntando agora aonde eu quero chegar com isso. Bem, Samuel Beckett foi um dramaturgo polêmico por seu diferencial. Assumo minha ignorância sobre o assunto (afinal, ainda estou cursando o primeiro período de Teoria do Teatro) , mas me limito a dizer que ele foi um dos maiores propagadores do Teatro do Absurdo, uma linha nonsense de dramaturgia que quebrou com os padrões teatrais de sua época.
Enfim, o espetáculo começa. Sérgio entra no minúsculo palco. Este momento me impressiona pela caracterização do personagem (Krapp) no corpo do ator. Obviamente eu já o conhecia da televisão quando assistia ao programa "Arte com Sérgio Britto", na TV Cultura, se não me engano. Ali, em cena, ele era outra pessoa. Era Krapp.
Em "A Última Gravação de Krapp" não há muitas falas do personagem, uma das características evidentes da irreverência beckettiana. Ou seja, o trabalho se concentra no corpo e, neste caso, impecavelmente trabalhado. No decorrer da cena, ouvimos gravações feitas por Krapp há 30 anos atrás. Ele analisa sua juventude, faz comentários e declara seu sentimento de vergonha diante da platéia. Muitos consideram uma obra autobiográfica de Beckett. Em "Ato sem Palavras", como o próprio nome acusa, não há palavras e a expressão corporal de Sérgio se encontra novamente impecável. Talvez pelo pouco número de palavras, o espectador se sinta um pouco decepcionado, como eu. Não por Sérgio Britto, mas pelo texto que, repassado na minha cabeça, me foi possível perceber a genialidade do autor ao tentar incomodar sua platéia (o tal do diferencial do Amir).
No final do espetáculo, Sérgio Britto estava visivelmente esgotado. Além disso, demasiadamente humilde e grato à platéia. Mostrava a simplicidade de ser um monstro... Não se fazem mais atores como antigamente. Sem quis vê-lo em cena. É como assistir Fernanda Montenegro, Ítalo Rossi, Paulo Autran etc. Perdi, por questões familiares, o espetáculo "Sérgio 80" e me martirizei por isso. Agora recebi essa gigantesca oportunidade. Mas não esperava que fosse um evento tão surpreendente. Na saída, Sérgio se encontrava à disposição para um eventual elogio, alguma pergunta, qualquer coisa assim. Ele havia colocado os óculos. Esse era ele, realmente, como na televisão. Gostaria de ter conversado com ele, mas era grande demais para mim. O que eu falaria para ele? Não sei. O respeito era maior.
Outro fato estranho aconteceu. Peguei o elevador do Oi Futuro com Barbara Heliodora, crítica de teatro d`O Globo. Devido ao pequeno espaço, ficamos praticamente encostados durante a viagem. Não que eu tenha grande respeito por ela, na verdade sou aliado de Gerald Thomas quanto às opiniões sobre ela. Contudo, estar apertado num elevador com Barbara Heliodora não é lá muito comum. Me segurei para não rir.
Hoje estive no Oi Futuro novamente para conferir algumas exposições. Sérgio Britto estava lá e isto me levou a escrever hoje. Tem um monstro perto daqui onde escrevo. Um verdadeiro homem de teatro. Encontrar com ele duas vezes é quase sobrenatural. Também não falei com ele. Um dia eu falo, quando criar coragem. Mas o que eu quero chamar a atenção é a dedicação desse ator. Aos 85 anos de idade (63 de carreira), Sérgio Britto se mostra cada vez mais inesgotável e criativo. Quando falo isso, me refiro também às palavras de Amir Haddad. E digo mais: Aos 85 anos de idade (63 de carreira), Sérgio Britto ainda mostra, junto a Beckett, sua capacidade de mudar o mercado teatral. A ele, meus sinceros agradecimentos.
***
Em relação ao post abaixo, preciso fazer dois comentários. Um: já estou com celular. Já tinha me acostumado a ficar sem, mas quando fiz as pazes com ele foi uma maravilha. Dois: sobre as críticas do blog Tu Criticas, alguns devem ter estranhado o fato de eu ter escrito apenas uma. Estive conversando com minha tia sobre isso. Ela me aconselhou a parar de escrever críticas e usou argumentos bem eloqüentes para me convencer. Não cabe transcrever esses argumentos aqui. Só quero que saibam que parei de criticar os outros. Quem sabe, um dia, profissionalmente eu volte a fazer isso.
Mais uma vez gostaria de pedir desculpas pela minha falta de periodicidade aqui no blog. Eu me mudei para o Rio e a minha vida está bem turbulenta. Estou procurando emprego, apartamento, pensão, vaga, essas coisas todas e realmente não tenho tempo para postar. Além disso, preciso estudar. Então, me desculpem mais uma vez. Quando estiver estabilizado, prometo que volto a escrever com freqüência.

22.7.08

Tempos modernos

Para quem não sabe, estou sem celular há mais de um mês, por motivos pessoais. À primeira vista, a idéia parece apavorante, não? Não. Essa não é a primeira vez que eu fico sem celular. Digamos que me acostumei a não têlo no bolso. Assumo que é um pouco estranho ver um garoto de 18 anos - como eu - falando uma "blasfêmia" dessas.

A minha geração cresceu com o celular e o computador. Ambos são vícios desnecessários visto que qualquer ser humano pode viver muito bem sem eles, como se vivia há trinta anos atrás. No entanto, os nascidos em 1989/90 não chegaram a manuseá-los na infância (meu pai considerava 'coisa de adulto'), sendo que hoje são raras as crianças que não os possuem. Sendo assim, se viciamos sem tê-los precocemente, imaginem a próxima leva infantil? Por essas e outras, acho que um tempo de abstinência é sempre bom. Já fiquei sem computador inúmeras vezes. No início é como se você tivesse perdido um membro do corpo. "Não existe nada com que você não se acostume" - e assim fui livre. A Internet nos impõe a realizar determinadas atitudes diárias, como conferir o Orkut, o e-mail, as notícias etc. e assim nos tornamos escravos dela. Não estudamos, não trabalhamos, não comemos, não dormimos...

Esta situação atual me lembrou da vez em que Caetano Veloso afirmou não ter celular. A imprensa fez um alarde ao redor dessa declaração como se isso fosse algum pecado. Caetano apenas confirmou o fato alegando que nenhum ser humano precisa de celular. É óbvio que é mais fácil para ele do que para minha geração, contudo um homem da importância de Caetano não ter um celular, admito que é, no mínimo, muito esquisito. Fora a sensação derivada do transtorno obssessivo compulsivo em pensar que, sem o celular, alguma tragédia acontecerá.

Meus amigos estão reclamando. Precisam me encontrar. Talvez um dia eu volte a usar celular. Honestamente, muito provavelmente voltarei a usá-lo. Mas por enquanto, estou só curtindo minha vida de incomunicável.
***
Estou escrevendo as críticas dos espetáculos teatrais do Festival de Inverno do Sesc Petrópolis 2008. Se alguém se interessar em lê-las, visite o blog http://oucritica.blogspot.com/ .

13.7.08

O ridículo

Eu não costumo gostar de filmes de ação, de ficção científica, policiais, de aventura, de terror, blockbusters... Mas tenho que admitir: "Eu sou a lenda" é interessante. Devido (quase que exclusivamente) às cenas em que Will Smith anda pela cidade de Nova York em total solidão. Fora isso, Will é um dos poucos que se salvam da podridão hollywoodiana proposta aos atores do meio. Mas isso fica para um outro dia.

Enquanto eu assistia ao filme, comecei a pensar em como os americanos são iludidos e se deixam iludir pela indústria cinematográfica de seu próprio país. Por mais batida que essa frase possa parecer, é sempre bom relembrá-la: se no Brasil as novelas modelam nossas mentes, nos EUA os filmes comandam. No entanto, o nível de desconexão com a realidade é altíssimo.

O cidadão americano não se questiona, apenas sente as conseqüências, sem reagir. Talvez esteja explicado como Bush conseguiu se manter no poder durante tantos anos. Se Tom Cruise, Bruce Willis, Silvester Stalone, Mel Gibson, Arnold Schwarzenegger e até mesmo Will Smith conseguem salvar o mundo, nada mais se torna impossível.

Se eu fosse um americano normal e fosse ao cinema, me acharia ridículo por fazer parte de uma sociedade como esta. Imaginem Lázaro Ramos sozinho na cidade do Rio de Janeiro tentando matar zumbis... Ou Wagner Moura voando pelos céus de São Paulo procurando por inimigos... Ou Bruno Gagliasso soltando teias pelas mãos, se agarrando nos prédios de Belo Horizonte... Faça-me o favor! Seria a estética mais ridícula da nossa cultura. E ainda reclamam do cinema nacional.

O que mais me impressiona é a capacidade de fazer com que esses filmes se tornem recordes de bilheteria. Não só na América do Norte, mas em todo o mundo. Se vissemos atores brasileiros atuando nas cenas descritas acima, teríamos vergonha do nosso país, mas quando ligamos a televisão na HBO e nos deparamos com um Ben Afleck travestido de Demolidor, conseguimos encontrar qualidade.

Essa novela da Record, "Mutantes", exemplifica muito bem como o brasileiro é centrado e não se deixa levar por besteiras comerciais (pelo menos as nossas). Aquilo é o que de pior a televisão nacional pode nos oferecer. Acredito que o subdesenvolvimento nos fez menos otários, mais difíceis de enganar. No Brasil não tem ET, super-herói, monstro, fim do mundo, nem nada disso.

A maioria das pessoas sabe que o cinema americano não presta, mas gosta mesmo assim. Os Estados Unidos têm o melhor e o pior cinema do mundo. Depende de quem assiste. É fácil ser enganado, basta ovacionar o ridículo.